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13/02/19

Descubra como é feita a blindagem de veículos

Para quem deseja blindar um veículo, inúmeras regras devem ser seguidas e respeitadas para que a segurança não seja comprometida. No Brasil, o Exército é o responsável por regular e fiscalizar essa medida. Todas as normas estão previstas na portaria nº 55 da corporação, atualizada em junho de 2017. Trata-se da principal regulação sobre blindagem balística no país e dispõe sobre procedimentos para fabricação, importação, exportação, comércio, locação e utilização dos veículos blindados. Entre as regras, estão a obrigatoriedade de registro do veículo junto ao Exército, com validade de três anos. A principal norma, porém, diz respeito ao nível de proteção autorizado para veículos convencionais.

A blindagem para veículos convencionais suporta disparos de qualquer arma de mão, automática ou não”, explica o presidente da Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem), Marcelo Christiansen.
De acordo com a portaria do Exército, ela cobre tiros de armas com calibre igual ou inferior a 44 e a 9 FMJ. Na prática, a tecnologia é dividida entre blindagem opaca e transparente, sendo a primeira realizada na lataria e a última, nos vidros. Para que os veículos sejam blindados, todo o carro é desmontado, com exceção do motor, câmbio e painel. Inicialmente, são retirados os vidros originais dos veículos, para que posteriormente sejam substituídos pelos vidros com proteção balística. Em seguida, é iniciada a blindagem da lataria, feita com até 12 camadas de manta de aramida, espécie de tecido, que, em combinação com o aço inox laminado a frio, não enferruja e resiste balisticamente bem. Todo o processo leva cerca de 45 a 60 dias para ser concluído.
O valor para a proteção de um carro de passeio é de cerca de R$ 60 mil. Já para um caminhão, o custo pode chegar a R$ 1 milhão. O Brasil tem mais de 200 mil veículos blindados.
Mesmo que o registro da blindagem seja válido apenas por três anos, a tecnologia, em si, dura um período maior. “Se dependêssemos da manta de aramida utilizada na lataria do veículo, a blindagem duraria o tempo de vida útil do automóvel. O problema são os vidros. Até pouco tempo atrás, a blindagem durava cerca de três anos por causa de um processo chamado de delamidação, que faz com que as camadas descolem naturalmente devido à exposição ao sol. De lá para cá, entretanto, os fabricantes melhoraram os processos, o que estendeu a durabilidade dos vidros para, em média, cinco anos”, explica o gerente de produção da MF4, Fabrizio. Segundo Fabrizio, o recomendável é usar o veículo com zelo e cuidado. Assim, a blindagem pode durar até oito anos, momento em que o cliente deverá comprar um novo carro.
Equipe MF4

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